Três militares condenados por envolvimento na tentativa de golpe de Estado foram presos nesta sexta-feira (10) e já tiveram definidos os locais onde irão cumprir pena. As detenções ocorreram por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito das investigações sobre a chamada “trama golpista”.
Por integrarem as Forças Armadas, os militares foram detidos pelo próprio Exército e cumprirão pena em unidades militares. Dois deles ficarão em batalhões em Brasília, enquanto o terceiro foi encaminhado para uma unidade em Vila Velha.
Entre os presos estão Ângelo Denicoli, major da reserva, que ficará no Espírito Santo, além do subtenente Giancarlo Rodrigues e do tenente-coronel Guilherme Almeida, ambos destinados a batalhões na capital federal. Segundo o Exército, as unidades já receberam anteriormente outros condenados por participação nos atos antidemocráticos.
Foragidos e atuação internacional
Apesar das prisões, dois dos condenados seguem foragidos. Um deles é o coronel Reginaldo Abreu, que, de acordo com informações, deixou o país e estaria nos Estados Unidos. O outro é Carlos César Moretzsohn Rocha, ligado ao Instituto Voto Legal, que estaria no Reino Unido.
As prisões dos demais envolvidos são de responsabilidade da Polícia Federal do Brasil, que atua no cumprimento das decisões judiciais.
Disseminação de desinformação
Os sete condenados fazem parte do chamado “núcleo 4” da investigação, acusado de disseminar informações falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro com o objetivo de sustentar uma tentativa de ruptura institucional.
Além dos militares, o agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet, também condenado no caso, permanece preso desde 2024.
O caso segue sendo acompanhado de perto pelas autoridades, especialmente diante da presença de foragidos no exterior, o que pode exigir cooperação internacional para eventual extradição.



