Ex-presidente apresentou piora repentina durante a madrugada, com febre alta, calafrios e queda na saturação, e foi internado no Hospital DF Star, em Brasília
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na manhã desta sexta-feira, 13 de março, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar uma piora súbita no quadro clínico durante a madrugada. Exames de imagem e laboratoriais confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral, de provável origem aspirativa, segundo o boletim médico divulgado pela unidade de saúde. No momento, ele recebe antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo.
De acordo com informações médicas, Bolsonaro teve febre alta, sudorese, calafrios e queda da saturação de oxigênio, além de episódios de vômito e falta de ar ao longo da noite. O atendimento de urgência foi acionado nas primeiras horas da manhã, e o ex-presidente foi encaminhado ao hospital em uma ambulância do Samu, chegando ao DF Star por volta do início da manhã.
O cardiologista Brasil Caiado afirmou que o quadro evoluiu rapidamente. Segundo ele, Bolsonaro estava bem na noite anterior, mas apresentou um agravamento agudo entre 2h e 3h da madrugada. A equipe médica iniciou imediatamente o tratamento com dois antibióticos, e embora tenha havido uma leve melhora inicial, o ex-presidente ainda se queixa de enjoo, dor de cabeça e dores musculares. Até agora, os médicos não trabalham com uma data para alta hospitalar.
A expectativa é de que Bolsonaro permaneça internado pelos próximos dias, ao menos durante a fase inicial do tratamento, que exige acompanhamento intensivo e resposta monitorada aos medicamentos. Em casos como esse, explicam os médicos, o tempo de recuperação depende da reação clínica do paciente e da evolução da infecção pulmonar.
Preso desde janeiro, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados, estando detido na chamada “Papudinha”, no complexo da Papuda, em Brasília. A internação reacende as discussões sobre a condição de saúde do ex-presidente, já usada pela defesa em sucessivos pedidos de prisão domiciliar, todos negados até aqui pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Esta não é a primeira intercorrência médica de Bolsonaro desde que passou a cumprir pena. O ex-presidente tem histórico recente de episódios de mal-estar, internações e complicações clínicas, o que mantém seu estado de saúde sob atenção constante. Desta vez, porém, o diagnóstico de broncopneumonia bilateral e a necessidade de permanência na UTI tornam o quadro mais delicado e elevam a preocupação em torno de sua recuperação.



