O ex-presidente Jair Bolsonaro segue sem previsão de alta hospitalar. De acordo com boletim médico, ele foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana e precisará permanecer em tratamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Bolsonaro segue estável na UTI, sem previsão de alta, após diagnóstico de broncopneumonia
O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta. No boletim médico mais recente, divulgado no domingo (15), a equipe informou que ele evoluiu com estabilidade clínica e melhora da função renal, mas apresentou nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue, o que levou à ampliação da cobertura antibiótica. Segundo o hospital, ele segue sob suporte clínico intensivo e com intensificação da fisioterapia respiratória e motora.
Bolsonaro foi internado na sexta-feira (13), após apresentar febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Exames de imagem e laboratoriais confirmaram quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa, e desde então ele permanece em tratamento na UTI com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo.
No sábado (14), o hospital já havia informado que, embora o quadro estivesse estável, havia piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios. A atualização do domingo indicou melhora renal, mas manteve a preocupação da equipe médica com a evolução do processo infeccioso, razão pela qual o tratamento foi reforçado e a permanência na terapia intensiva continua sem prazo definido.
A internação ocorre em meio ao cumprimento da pena imposta ao ex-presidente. Bolsonaro começou a cumprir, em novembro de 2025, uma condenação de 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento na trama golpista após a eleição de 2022, e estava detido em Brasília quando precisou ser levado ao hospital. Reuters e AP relataram que familiares e advogados voltaram a defender a concessão de prisão domiciliar por razões de saúde, mas os pedidos têm sido rejeitados pelo ministro Alexandre de Moraes, posição depois mantida pela Primeira Turma do Supremo.
O caso reacendeu o debate sobre as condições de saúde do ex-presidente dentro do sistema prisional. Em reportagem publicada neste fim de semana, a AP lembrou que Bolsonaro tem histórico de problemas clínicos recorrentes desde o atentado a faca sofrido durante a campanha presidencial de 2018. A Reuters também destacou que ele já havia passado por outras internações recentes, incluindo episódios associados a complicações digestivas, hérnia e trauma na cabeça.
Até agora, o que há de oficialmente confirmado pelo DF Star é que Bolsonaro continua na UTI, em tratamento para pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração, com quadro estável, sem previsão de alta e sob monitoramento intensivo. A evolução dos próximos dias deve orientar se a equipe médica manterá o reforço no tratamento antibiótico e por quanto tempo será necessária a permanência na unidade de terapia intensiva.



